2013-04-07 L’Osservatore Romano
«Para encontrar os mártires não é necessário ir às catacumbas ou ao Coliseu: actualmente, os mártires estão vivos em numerosos países. Os cristãos são perseguidos devido à fé. Nalguns países não podem usar a cruz: são punidos se o fazem. Hoje, no século XXI, a nossa Igreja é uma Igreja dos mártires». O Papa Francisco falou sobre a coragem de testemunhar a fé, que não se negocia nem se vende ao melhor oferente, durante a homilia da missa celebrada na manhã de sábado 6 de Abril, na capela da Domus Sanctae Marthae. Concelebraram o cardeal Francesco Monterisi o bispo Joseph Kalathiparambil, secretário do Pontifício Conselho para os Pastoral dos Migrantes e Itinerantes. Entre os presentes, madre
Laura Biondo, superiora-geral das Filhas de São Camilo, algumas religiosas das Filhas de Nossa Senhora da Caridade e um grupo de fiéis argentinos.
O seu testemunho, acrescentou ainda, «faz-me pensar na nossa fé. E como vai a nossa fé? É forte? Ou, por vezes, é um pouco superficial, uma fé assim assim? Quando surgem as dificuldades, somos corajosos como Pedro ou um pouco tíbios?» Pedro, afirmou o Papa Francisco, ensina-nos que «a fé não se negocia. Na história do povo de Deus sempre existiu esta tentação: eliminar uma parte da fé», talvez nem «tanto». Mas «a fé – explicou – é tal como nós a confessamos no Credo». Portanto, devemos superar «a tentação de ser um pouco “como fazem todos”, não ser tão rígidos», porque é precisamente «assim que começa um caminho que leva à apostasia». Com efeito, «quando começamos a cortar a fé, a negociar a fé, de certa forma a vendê-la ao melhor oferente, iniciamos o caminho da apostasia, da infidelidade ao Senhor».
Mas precisamente «o exemplo de Pedro e João nos ajuda e nos dá força». Assim como o dos mártires na história da Igreja. São os que «dizem “não podemos calar”, como Pedro e João. E isto dá a força a nós que, por vezes, temos uma fé um pouco fraca. Dá-nos a força para levar em frente a vida com esta fé que recebemos, esta fé que é o dom que o Senhor oferece a todos os povos».
O Papa concluiu sugerindo uma oração quotidiana: «Senhor, muito obrigado pela fé. Conserva a minha fé, faz com que ela cresça. Que a minha fé seja forte, corajosa. E ajuda-me nos momentos em que, como Pedro e João, devo torná-la pública. Dá-me a coragem».
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